tava no ônibus hoje e no banco da frente tinha um rapaz com a filha no colo. a menina devia ter uns 2, 3 anos de idade. aquele momento mágico da vida quando a criança finalmente aprende a falar e formar frases e, consequentemente, infernizar os ouvidos de todo mundo. mas sem amargura aqui, a menina era até fofinha. ela ficava apontando as coisas que via na rua e mostrando pro pai. tudo num volume bem alto pra todo mundo no ônibus ouvir e ficar fazendo cara de bichinho e dizendo: “awwwwwwwwwwwwwn”.
enfim, num dado momento da viagem, a menina apontou pra alguma coisa na rua e falou: “olha, pai: muuuuuu”. eu, a princípio, não consegui ver o que diabos ela tava vendo, mas deduzi, claro, que era algo assim:

instantes depois, para minha surpresa, descobri que não era isso. na verdade o ônibus tava passando na frente do spettus. tipo… sabe spettus? churrascaria e tal. minha mente entrou em parafuso. a menina só podia ter uma visão além do alcance ou algo assim porque o que ela viu mesmo foi isso:

mas aí, em questão de instantes também, eu entendi o que tava acontecendo. na frente do spettus tinha uma escultura de uma vaca. coisa mais mórbida, mas enfim. pelo menos a morbidez não foi da menina fofinha de 2, 3 anos de idade. o mundo ainda é belo.
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a ta a carne tava mau passada entendi
vaiver ela n tava afim de comer carne ne
muuuu
Amor de pai e filha é lindo.